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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Nunca direi a Deus, Adeus.

Eis que vislumbro o desapego a vaidade.
Eis que sou um nefasto que não sabe ver as horas.
E, por minuta de contrato, desgraçado da vida,
desconheço a minha idade.

Vivendo a doce mentira e desconhecendo a venenosa verdade.
Num passo torto e displicente por falta de reciprocidade,
ando torto por não saber andar
Manco um pouco por culpa do joelho que jamais se pôs ao chão para rezar.

Eis que vislumbro o desapego a aparência.
Eis que sou uma interrogação paradoxal,
sem nexo ou conjugação verbal

Porque quando perguntarem que sou,
digam que me defino, sem veemência,
como qualquer frase sobre a vida, terminada em reticência...


Nefasto Sortecída.



sábado, 5 de outubro de 2013

Prelúdio (Des)astral


Dorme bela minha,dorme
Enquanto preparo o mundo aqui fora de teus sonhos
para receber o nosso Tanto. 

Não se preocupe,
Vou cuidar de tudo.
Não, não vou fazer barulho.
Meu braço teu travesseiro
Meu corpo teu lençol

Esse tanto sentimento
Turbulento
,de um todo intenso,
é silencioso,
Sigiloso.

Suaviza teu cansaço,bela minha
Enquanto dedilho meu violão
tentando compor uma canção
narrando os sonhos que destrinchas sozinha

   Enquanto dormes.

Meu braço, teu travesseiro
Meu corpo, teu lençol
Meu coração, tua morada
Minha mente, as folhas de rascunhos e decalques da nossa obra de arte.

    A obra mais linda
que não se cabe em versos de definição.



Nefasto Sortecída



''..Deixa o que você calou e eu tanto precisava, 
   Deixa o que era inexistente e eu pensei que havia, 
   Deixa tudo o que eu pedia mas pensei que dava..''
                   (Oswaldo Montenegro)