Mostrando postagens com marcador Sarcasmo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sarcasmo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Nunca direi a Deus, Adeus.

Eis que vislumbro o desapego a vaidade.
Eis que sou um nefasto que não sabe ver as horas.
E, por minuta de contrato, desgraçado da vida,
desconheço a minha idade.

Vivendo a doce mentira e desconhecendo a venenosa verdade.
Num passo torto e displicente por falta de reciprocidade,
ando torto por não saber andar
Manco um pouco por culpa do joelho que jamais se pôs ao chão para rezar.

Eis que vislumbro o desapego a aparência.
Eis que sou uma interrogação paradoxal,
sem nexo ou conjugação verbal

Porque quando perguntarem que sou,
digam que me defino, sem veemência,
como qualquer frase sobre a vida, terminada em reticência...


Nefasto Sortecída.



sexta-feira, 19 de julho de 2013

Decadence

Os Filhos da terra
Tentam mascarar o precipício
Com cortinas brancas de hospício.
Nesses dias ,já, tão fúteis, de 'guerra'..


 Notlim Santiago

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Morbidez (a)temporal

Os dias nublados têm sua beleza.
Sua morbidez (a)temporal
Que nos faz questionar a destreza
Para driblar um ,prematuro, ponto final.




Notlim












''Até pensei que era mais, por não saber que ainda sou capaz de acreditar..''

                                        (Maurício- Legião Urbana)

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Desencarne III

E o menino poeta
Desprendeu-se do caminho
Não se importa mais com a direção
Pensou que , talvez, seja melhor sozinho
Já não tem mais os dedos do seu guia entrelaçados à sua mão
Tenta colocar acordes em um verso qualquer otimista,
Vivendo a vida por um fio como bom equilibrista.




Menino Poeta

domingo, 17 de março de 2013

Desencarne II

O menino poeta
Escreveu em sua parede
Com pedaços de carvão
Do que sobrou do incêndio de seu passado
Que resulta,hoje, 
em sua autoflagelação.



Menino Poeta



sábado, 9 de março de 2013

De criador para Criador





















Sou criador dos meus anseios
Criador dos meus defeitos e costumes,
gestos,
Asneiras,
Metas,
Amores
Sou criador do meu egoísmo,
Maldade,
Displicência,
Insanidade,
Criei o que digo afeto
A competição
e a ambição
Sou criador do que sou
ou para o lugar onde vou
Até mesmo, onde estive
Criei , de fato, o que desejo,
Tenho tesão
e tudo que abro mão
até os motivos dessa passividade



Sou criador do Criador  ...









?

Notlim Santiago




sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Re-Volta







A revolta
Volta
Age
Causa toda essa reviravolta
Reage
E volta
A revolta.






Notlim Santiago

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Brado com fogo na mão

 


Deus...
Deus das metades de um só lado,
Deus que mantém o bem e o mal equilibrado,
Alonga um pouco mais esse pavio,
Não permite a implosão desse pobre espírito senil.









Santiago

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Desencarne

O menino poeta 
Escreveu de próprio punho
A receita secreta
Em versos de vida  que o mesmo seguira sem cunho.
Parou para escutar a canção
Perdeu verso,
Estrofe,
Acorde 
e direção...




terça-feira, 17 de julho de 2012

Cena de Desastre!

Agora, abaixo as cortinas
Pra que mais uma cena
Possa entrar.
Atuo sem estímulos
Meu enredo nunca muda;
Como então, recriar?

A boca seca e
O frio no estomago
À espera de uma platéia
Nada casual
Não é mais um ensaio
ou algo tão carnal.

Agora os holofotes
Procuram ofuscar
o brilho dos meus olhos
Tão longe de
Te verem chegar.

E na platéia te procuro,
Te busco por impulso
Em meu último cinismo
Ponho-me a chorar.

A cena inverte
Ao mesmo enredo carnal
Que apetece
E assim, a gente se esquece
Em qualquer momento
Que venha a calhar.

E da platéia és atriz
De outro espetáculo
Só teu;
Assisto do palco
Tua desenvoltura
Nos braços de outro Romeu
Interpretando o romance tão íntimo
Que era meu;
E teu.


- Contento-me agora em um monólogo.


Notlim Santiago e Jéssica Do Vale

















   "A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e
 viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."
                                                (Charles Chaplin)



Em mais uma contente parceria com Jéssica Do Vale Poeta , Amiga e tantas outras majestosas palavras.
//Agradeço-te por ajudar a desenibir meu íntimo em tais palavras.




Mais palavras da minha comadre bem aqui do lado no Antena Desarrumada!!!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Evolução Amoral

E o homem? do simples atrito de duas pedras à descoberta do fogo, até agora?

Destrói,
Constrói,
Corroi-se...de fora para dentro...

Alimenta,
Acalenta,
Aposenta-se...tão cedo de seus reais 'trabalhos'..

Anarquisa,
Socializa,
Ironiza-se...de tal maneira que se torna um ser irrisório...


Mente,
Desmente
Imponhe-se...Cada vez menos na questão do Próximo..

Moraliza
Desmoraliza
Memoriza-se...para seus sucessores como figura comercial...

Analisa
Amenisa
Egocentriza-se...Como se fosse um traço Genético...

Planta,
Enterra,
Germina-se...Como semente de obsessão e prazer...

Encanta,
Canta,
Componhe-se...Feito canção para surdos...

 E o homem? Da criação da escrita à tantas cartas de alforria,até agora?





quinta-feira, 28 de junho de 2012

Frutos da Terra

Saímos da terra...
E para ela vamos voltar...
Nada levo dela...
Nela não vou me demorar..
Se o nascimento é o início da morte
Nesta terra de ateus,
todos nós somos Deus..

A hóstia na boca...
Para santificar o paladar
Um filho na terra..
 ouso negar-me a criar.
Se a tal de benção é uma questão de sorte    
Nesta terra de ateus,
todos nós somos Deus.

domingo, 9 de outubro de 2011

“Vida”

Tudo era escuridão, 
Não havia sentido,
Pensamento nem direção.

Em um grito,

Um brando desesperado 
Eu declarava que nesse mundo 
Tinha sido largado.

E logo sem perceber 

Ia me calando 
E as coisas à minha frente eu já podia ver.

E dentro de minha agonia

Dependia de algum ser que pudesse interpretar tudo aquilo que eu sentia.

De onde eu vim? 

Pra onde eu vou? 
O que eu sou? 
Eu pergunto a você.
____________________________________
 

E agora um baque após o outro
Não faço ideia do que é dor ou maldade 
Ou qualquer coisa 
Em sua plena realidade.

Cambaleio e ,aos poucos, firmo os pés no chão 

faço pleno uso de toda a minha imaginação.

Estou no auge da minha inocência, 

tudo é novo, 
ainda nem necessito de toda aquela veemência.

De onde eu vim? 

Pra onde eu vou? 
O que eu sou?
Eu pergunto a você.

____________________________________
  
Meus sentimentos agora 'concretos' 
Que mudam tanto já não sei ao certo.

Será que ela me ama? 

Será que agente se engana? 
Estou no auge da incompreensão.

Eles não me entendem, 

Quero morrer, 
Quero viver fora daqui.

Já sei andar com meus próprios pés.

Não preciso de ninguém, 
Preciso de alguém. 
Preciso me encontrar, 
Mas nem sei se me perdi.

De onde eu vim? 

Pra onde eu vou?
O que eu sou? 
Eu pergunto a você.
____________________________________ 

Tenho que acordar 
Cedo amanha vou trabalhar.
É tanta coisa ao mesmo tempo

Que não tenho tempo nem para pensar.

A vida já não é a mesma que há alguns anos atrás. 

Que saudade daquela época em que eu era jovem atraente e sagaz.

Contas pra pagar, 

Filhos pra cuidar.
Gasto tempo com tudo, 
Mas tempo pra mim não há.

De onde eu vim? 

Pra onde eu vou? 
O que eu sou? 
Eu pergunto a você.


_________________________________
  
Tudo está virando escuridão,
Estou perdendo os sentidos 
O pensamento 
E a direção.

A vida cheia de surpresas 

me mostrou agora o cansaço 
e a solidão.

Só de vez em quando alguém se lembra de mim, 

outras vezes mandam até um cartão.

Minhas mãos já não tem firmeza.
Das minhas ideias já não tenho certeza.

Penso no que era futuro e agora é presente.

Penso em toda aquela gente que por mim passou. 

Lembro-me daqueles que de mim algo levou.
Lembro-me de quem se foi e comigo um pouco de si deixou.

A morte já não é um assunto deprimente,

 pois com ela tenho conta pendente.

De onde eu vim? 

Pra onde eu vou? 
O que eu sou?
Eu...Não sei...


Notlim Santiago de Aguiar