terça-feira, 17 de julho de 2012

Cena de Desastre!

Agora, abaixo as cortinas
Pra que mais uma cena
Possa entrar.
Atuo sem estímulos
Meu enredo nunca muda;
Como então, recriar?

A boca seca e
O frio no estomago
À espera de uma platéia
Nada casual
Não é mais um ensaio
ou algo tão carnal.

Agora os holofotes
Procuram ofuscar
o brilho dos meus olhos
Tão longe de
Te verem chegar.

E na platéia te procuro,
Te busco por impulso
Em meu último cinismo
Ponho-me a chorar.

A cena inverte
Ao mesmo enredo carnal
Que apetece
E assim, a gente se esquece
Em qualquer momento
Que venha a calhar.

E da platéia és atriz
De outro espetáculo
Só teu;
Assisto do palco
Tua desenvoltura
Nos braços de outro Romeu
Interpretando o romance tão íntimo
Que era meu;
E teu.


- Contento-me agora em um monólogo.


Notlim Santiago e Jéssica Do Vale

















   "A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e
 viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."
                                                (Charles Chaplin)



Em mais uma contente parceria com Jéssica Do Vale Poeta , Amiga e tantas outras majestosas palavras.
//Agradeço-te por ajudar a desenibir meu íntimo em tais palavras.




Mais palavras da minha comadre bem aqui do lado no Antena Desarrumada!!!

6 comentários:

  1. Fazendo parte do contexto,
    linsonjeio-me por tal desfecho!
    Obrigada pelas doces palavras,
    Cumpadre; e, saiba:
    Essa parceria ainda vai longe!


    Um cheiro.

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    Respostas
    1. Jéh tem esse talento, de inspirar as pessoas a liberta-se por meio das palavras...

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  2. Abri um sorriso ao ler...
    Fico feliz em ver que conseguiu escrever unicamente com o intimo

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  3. Meu silêncio reverente diante do seu poema. Foi... intenso..., foi belo.

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  4. Que coisa mais linda! Que o desastre tome nova forma e surpreenda a ti positivamente :)

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  5. "O verbo ler não tolera o imperativo, temos que seduzir, provocar, enamorar.
    Ler por prazer é algo contagiante.
    Tudo isto servirá no futuro como verdadeiros anticorpos para o choque invitável contra a mediocridade, a hipocrisia e a vulgaridade quotidiana, contra a aridez do espírito, a insensibilidade e o declínio das faculdades sensitivas da beleza."

    [Biblioteca José Saramago]

    Venho te Parabenizar pelo dia do Escritor! Que continuemos a encantar sempre!
    Abraço.

    http://apoetaesuasletras.blogspot.com.br/

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